Os 14 maiores acontecimentos da tecnologia em 2014

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Os 14 maiores acontecimentos da tecnologia em 2014

O ano de 2014 finalmente chegou ao fim e com ele vieram inúmeras novidades e notícias tecnológicas que abalaram 2014. Projetos para melhorar a internet, gadgets aprimorados e a adoção de tecnologias estiveram dentro do hall de inovações, enquanto falhas de seguranças e ataques também chamaram a atenção dos usuários sobre a necessidade de se proteger.

Olhar Digital relembra abaixo, os 13 maiores acontecimentos de tecnologia deste ano. Confira:

A compra do WhatsApp e da Oculus pelo Facebook

Em fevereiro, a rede social de Mark Zuckerberg trouxe uma bomba: a compra de nada mais nada menos que o WhatsApp, maior aplicativo de mensagens instantâneas. A negociação ficou em US$ 16 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões na época) sendo destes, US$ 4 bilhões em dinheiro e US$ 12 bilhões em ações do Facebook.

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A notícia não gerou só uma enxurrada de piadinhas, mas também preocupou usuários sobre a privacidade e a possibilidade do aplicativo mudar seu sistema de pagamento – o que não aconteceu. Além disso, rumores sobre uma versão web e chamadas de voz foram e voltaram diversas vezes em 2014, sendo que até agora, nenhum deles se confirmou.

Um mês depois, o Facebook pegou muita gente de surpresa e anunciou a compra de outra empresa: a Oculus VR, responsável pelo Oculus Rift. A aquisição custou US$ 2 bilhões à rede social (aproximadamente R$ 4,6 bilhões) que foram divididos entre dinheiro e ações do Facebook.

O óculos de realidade virtual da Oculus é dos principais modelos no mercado e também um dos pioneiros da tecnologia. Com ele, o usuário pode ficar imerso em um ambiente 3D e conorme ele move a cabeça, o cenário também mexe de acordo. Atualmente, o Rift está disponível por US$ 350 na sua segunda versão para desenvolvedores.

As falhas de segurança Heartbleed e Shellshock

Em 2014, os usuários ficaram expostos a duas falhas de segurança que ficaram conhecidas como “as maiores falhas de segurança da história”: a Heartbleed e a Shellshock.

O bug Heartbleed chegou a computadores, tablets e smartphones em abril e era capaz de roubar informações sigilosas como senhas de bancos e serviços na internet. Isso era possível porque a falha atacava o OpenSSL, biblioteca responsável por criptografar os dados transferidos entre usuários e servidores.

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Sites conhecidos como o Yahoo, Flickr, Kickass, Steam e DuckDuckGo foram alguns dos endereços que estiveram vulneráveis ao ataque. No Brasil, cerca de 350 sites ficaram expostos ao bug. Para amenizar o problema, gigantes da tecnologia chegaram a se unir e doaram milhões para dar suporte a desenvolvedores de código aberto.

Já a Shellshock (ou Bash Bug) é uma falha mais recente e restrita. Surgido em setembro, o bug afetava o Bash, interpretador de comandos presente no Mac OS e Linux. Com isso, o bug permitia a execução de um código malicioso que deixava o sistema vulnerável a ataques remotos. Algum tempo depois, tanto Linux como Mac receberam pacthes corrigindo a falha.

Desafio do balde de gelo

Um balde com água de gelo nunca foi responsável por tantos banhos gelados e caretas como o Ice Bucket Challenge ou em português, o “Desafio do Balde de Gelo”. O desafio consistia em virar um balde de água gelada sobre a cabeça ou doar US$ 100 à ALS Foundation, ONG americana que levanta fundos para o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Não se sabe ao certo como o desafio começou, no entanto, a ideia ganhou força com a participação de celebridades americanas que nomeavam outras pessoas para participar da brincadeira. A repercussão foi tanta que Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, virou o balde e ainda desafiou Bill Gates, fundador da Microsoft.

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Além de Zuckerberg e Gates, outros nomes da tecnologia aderiram ao desafio incluindo Satya Nadella, CEO da Microsoft; Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google; e Jeff Bezos, CEO da Amazon.

O desafio gerou tanta comoção que ganhou uma hashtag própria, chegou ao Brasil e trouxe números impressionantes às redes sociais. Segundo a Infobase Interativa, entre 1º e 13 de agosto, foram mais de 2,2 milhões de vídeos no YouTube, mais de 2,2 milhões de menções no Twitter e mais de 15 milhões de interações no Facebook (incluindo comentários, postagens e curtidas).

Eleições e recorde de interações no Facebook

Em 2014, os brasileiros tiveram um novo encontro com as urnas para escolher o presidente do país. Fotos, vídeos, memes, posts tomaram conta das redes sociais. No Facebook, as interações geraram um novo recorde mundial e chegaram à marca de 674,4 milhões entre 6 de julho e 26 de outubro.

No dia da decisão, mais de 49 milhões de publicações tomaram conta das timelines do Facebook, sendo 53,8% delas sobre Dilma Rousseff e 46,2% sobre Aécio Neves.

O volume total de interações ainda representa quase três vezes o registrado nas eleições da Índia (227 milhões de interações), que tem população seis vezes maior que a do Brasil.

A transformação da marca Nokia em Microsoft

Adquirida no ano passado pela Microsoft, a divisão de celulares da Nokia não só passou ao controle da empresa americana, como também sofreu um reposicionamento de marca.

Agora, os celulares da finlandesa não são mais chamados de Nokia Lumia, mas sim Microsoft Lumia. A novidade foi confirmada em abril por Stephen Elop, chefe da área de dispositivos da Microsoft, contudo, só começou a ser colocada em prática em outubro, quando a Nokia na França recebeu o novo nome em seu site oficial e redes sociais.

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Consolidação do streaming

Em maio, o Brasil recebeu um dos maiores serviços de streaming de música, o Spotify. O serviço que afirma possuir “mais de 30 milhões de músicas” em seu catálogo chegou nas versões gratuita (com anúncios) e paga, por R$ 14,90, e desde então, já lançou ações e promoções para novos assinantes.

Já no mês passado, foi a vez do Google aderir à tendência e lançar o Google Play Música e o Music Key. O primeiro é o seu serviço de música que também custa R$ 14,90 (R$ 12,90 até meados de janeiro) e o segundo é uma plataforma integrada ao Play Música que exibe vídeos do Youtube no modo offline.

Mas não foi só na música que o streaming ganhou força. Segundo um estudo recente realizado nos Estados Unidos, o Netflix representa 35% do tráfego dos Estados Unidos em horário de pico. Além disso, outros serviços de streaming de vídeo figuram a lista, incluindo o HBO Go, com 1% e o Amazon Video, com 2,58%, sendo que este último cresceu oito vezes nos últimos meses.

Project Loon em expansão

Anunciado em 2013, o Project Loon, do Google, tem como objetivo usar balões para levar internet a áreas remotas. Feitos de plástico inflável e preenchidos com gás hélio, os balões são capazes de voar por 100 dias a alturas de 20km e são equipados com antenas Wi-Fi.

Apesar do projeto ainda ser uma ideia “nômade” – justamente por sua duração curta – o Project Loon ganhou notoriedade em 2014 por realizar grandes façanhas como dar uma volta no mundo em apenas 22 dias. Nessa etapa, o objeto saiu da Nova Zelândia, voou sobre a América Latina e deu uma volta completa ao redor da Antártica sem interrupções.

Além disso, o Loon chegou ao Brasil e ficou em testes por duas semanas, chegando até mesmo a transmitir internet para um escola municipal. Os alunos tiverem sua primeira aula com acesso à internet e usaram ferramentas como a Wikipedia e o Google Earth. O teste ainda marcou a primeira vez que o Projeto Loon usou a tecnologia LTE para conectar pessoas por meio dos balões.

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Marco Civil da Internet

Outra iniciativa que procurou melhorar a qualidade da internet foi o Marco Civil da Internet. Sancionado em abril e em vigor desde junho, o projeto de lei criou uma espécie de Constituição para o uso da internet no país.

Em suma, o Marco Civil estipula cinco pontos principais. O primeiro deles é o da liberdade de expressão, afirmando que a internet deve ajudar o brasileiro a se comunicar e se manifestar como bem entender, dentro dos termos da Constuição. O segundo diz a respeito da neutralidade da rede, afirmando que operadoras de internet são proibidas de vender pacotes de internet pelo tipo de uso.

A medida prevê ainda que os provedores de internet e serviços só forneçam informações de usuários por meio de ordem judicial, enquanto registros de conexão devem ser mantidos por pelo menos um ano e, acesso a aplicações, por seis meses. No que diz respeito ao conteúdo postado na internet, o Marco Civil defende que a empresa que fornece a conexão jamais seja responsabilizada. Contudo, caso ela receba um intimação para retirar um material e não o fizer, poderá ser culpada.

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Por fim, o último artigo principal diz que administrações federal, estaduais e municipais têm uma série de determinações a cumprir incluindo a garantia de “mecanismos de governança multiparticipativa, transparente, colaborativa e democrática, com a participação do governo, do setor empresarial, da sociedade civil e da comunidade acadêmica”.

Sendo assim, os governos devem estimular a expansão e o uso da rede; agilizar processos; usar, preferencialmente, tecnologias, padrões e formatos abertos e livres; dentre outras outras obrigações.

O Marco Civil se tornou um assunto de enorme importância não só pelas mudanças e garantias que oferece, mas também por servir de exemplo como a primeira Constituição do tipo. Diversos países inclusive já manifestaram interesse em usar os moldes do Marco Civil para criar suas próprias leis sobre a internet.

Ataque massivo à Sony

No final de novembro, a Sony Pictures foi alvo de um ataque massivo que tirou do ar sua rede interna, telefones, internet e computadores. O episódio foi assumido pelo grupo hacker Guardiões da Paz (GOP) e pouco tempo depois, diversos documentos sigilosos da empresa foram divulgados.

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Filmes inéditos, lançamentos para os próximos anos, e-mails, apelidos de celebridades e até mesmo mais de 47 mil números do seguro social dos Estados Unidos vazaram. A maioria dos arquivos estava salvo em arquivos de Excel e Word sem proteção, o que chamou atenção da imprensa e companhias para a necessidade de um bom sistema de segurança.

A suposta motivação para os ataques seriam o filme “A Entrevista”, produção da Sony que conta a história fictícia de dois jornalistas americanos que entrevistam o ditador da Coreia, King Jong-un, com o plano de assassiná-lo em seguida. Especulações surgiram em torna da Coreia do Norte, que teria planejado a invasão em retaliação ao longa.

O governo do país negou participação por meio de um porta-voz e até mesmo os Estados Unidos afirmaram que a Coreia do Norte não estava envolvida. Contudo, algum tempo depois, o governo americano voltou atrás e disse que o país estava sim envolvido.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um pronunciamento polêmico e disse que “a resposta será proporcional”, mostrando solidariedade à Sony e seus funcionários. Obama ainda prometeu melhorar a cibersegurança do país em parceria com o setor privado.

O “boom” dos apps de relacionamento

No final de 2013, uma enorme polêmica envolvendo o Lulu, aplicativo que avaliava a performance de homens e o Tubby, a suposta resposta masculina para o app que nunca existiu, fez com que os aplicativos de relacionamento sofressem uma espécie de “boom” em 2014.

Badoo, Grindr, 3nder e Swipe são apenas alguns dos nomes que caíram no gosto do público brasileiro, seja para encontrar pessoas, fazer amizades ou ainda “apimentar” a relação.

O Tinder, um dos maiores do segmento, escolheu ainda o Brasil como um dos países para testar suas funcionalidades premium. Batizada de Tinder Plus, a nova versão conta com a possibilidade de “desfazer” uma rejeição acidental e o Passport, recurso que ajuda encontrar pessoas em outras localidades.

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iPhone 6 e #bendgate

Em setembro, a Apple cedeu aos pedidos de usuários e lançou os iPhones 6 e 6 Plus, novas versões do smartphone da maçã que possuem telas maiores: 4,7 e 5,5 polegadas, respectivamente. O display dos aparelhos ainda recebeu a Retina HD, tecnologia que promete mais qualidade e resolução aos modelos.

Os aparelhos também chamaram atenção por outras duas características: o processador A8 e a chegada do NFC. O primeiro possui 64 bits e é 13% menor que o chip A7, oferecendo ainda 20% mais rapidez de processamento. Enquanto isso, a conexão NFC trouxe consigo o Apple Pay, sistema de pagamentos móveis da Apple em resposta ao Google Wallet. Por enquanto, o serviço funciona somente nos Estados Unidos, porém, a Apple espera que em 2015 a novidade seja global.

Mas o verdadeiro atrativo dos novos iPhones foi o #bendgate, episódio em que alguns usuários reltaram que os modelos entortavam depois de algum tempo, principalmente se colocados no bolso. O ocorrido virou motivo de sátira e como esperado, milhares de memes tomaram conta da internet. Nem mesmo a Samsung perdoou.

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A Apple se defendeu e disse que apenas alguns usuários relataram problemas com os smartphones. Mesmo assim, a empresa da maçã prometeu trocar todos os aparelhos que tivessem entortado.

IPO da Alibaba

Em setembro, a rede de e-commerce Alibaba anunciou sua entrada na bolsa de valores. A previsão inicial era de que a oferta pública inicial (IPO) chegasse a US$ 21 bilhões, no entanto, a empresa superou as expectativas e alcançou US$ 21,8 bilhões.

A IPO fez com que a Alibaba ultrapasse outros gigantes como o Facebook, Visa e General Motors. Enquanto isso, seu valor de mercado foi definido em US$ 167,7 bilhões, deixando para trás o eBay (US$ 67 bilhões) e a Amazon (US$ 150 bilhões).

Com a abertura de capital, Jack Ma, o fundador e CEO da Alibaba, se tornou o maior bilionário da China, somando uma fortuna estimada em US$ 20,4 bilhões.

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Relógios inteligentes

2014 foi, sem dúvidas, o ano dos relógios inteligentes. A Apple lançou o Apple Watch, tão esperado smartwatch da maçã, enquanto outros cinco modelos foram apresentados ao mercado.

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LG, Motorola e Asus anunciaram o G Watch, Moto 360 e o Zen Watch, respectivamente, enquanto pessoas de fora da indústria da tecnologia também entraram na brincadeira. Foi o caso do rapper americano Will.I.Am, que resolveu lançar seu próprio relógio inteligente, o Puls.

Mas a grande novidade ficou por conta do Android Wear, versão do Android para vestíveis. O sistema conta as mesmas funções do Android para smartphones e tablets como os aplicativos e o Google Now, além de possuir integração com outros dispositivos, como o Chromecast.

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O fim do Orkut

Em junho, fãs do Orkut receberam a pior notícia do ano: a rede social seria encerrada no dia 30 de setembro. Segundo o Google, a justificativa era que o Orkut havia deixado de ser relevante e ao mesmo tempo, os esforços seriam concentrados em outras plataformas como o YouTube, Blogger e Google+.

Apesar de ter completado 10 anos em 2014, o Orkut só registrava números cada vez mais baixos. Em janeiro, havia apenas 5,8 milhões de visitantes mensais, segundo a comScore. Em agosto deste ano, um mês antes do serviço sair do ar, o número caiu para 3 milhões.

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Uma petição com 88,3 mil assinaturas pedia pela permanência da rede social, no entanto, não foi suficiente. Durante os meses que antecederam o adeus do Orkut, muitas pessoas aproveitaram para resgatar conteúdos e viveram momentos de nostalgia.

Depois do seu fim, surgiram ainda diversas redes sociais que tentavam resgatar o espírito do Orkut, como o Orkuti e a SocialDub. A boa notícia é que ainda é possível visualizar todas os 51 milhões de comunidades públicas do Orkut antes dele ter sido desativado. Para isso, basta acessar o Arquivo de Comunidades do Orkut.

By | 2017-09-21T02:20:38+00:00 26 de dezembro de 2014|Na Mídia|Comentários desativados em Os 14 maiores acontecimentos da tecnologia em 2014